Operações de Barter

As operações de Barter, ou troca, como também são conhecidas, são ferramentas extremamente úteis no agronegócio, tanto para quem está vendendo insumos, como para os produtores. O que é bastante interessante e peculiar, é que esse tipo de operação é bastante cíclico – em anos em que produtores estão bastante capitalizados não acontecem tantos negócios; em anos de escassez de recursos, voltam com tudo. E isso, de certa forma, acaba atrapalhando a cadeia agrícola, visto que os participantes precisam de consistência e estrutura para operar de forma eficaz. Nos últimos três anos, porém, o Barter tem crescido de maneira substancial no Brasil e, com isso, as indústrias passam a se organizar de maneira a atender todas as necessidades dos agricultores. Já se vê negócios até de vendas de colheitadeiras via Barter, coisa inimaginável até pouco tempo atrás.

O importante é que o agricultor saiba que pode, sim, comprar os insumos para a sua safra sem tirar dinheiro do bolso. E o melhor, protegendo o seu custo de eventuais variações do preço da commodity e, com isso, facilitando o gerenciamento do seu negócio. Como consequência disso, o produtor também já sabe o custo da operação, sem estar exposto às taxas de juros bancárias. Outro potencial benefício é que o cliente elimina preocupações com a armazenagem dos grãos que utilizou para fazer a troca, visto que ele já tem comprador para o produto e local para entregar o mesmo. Por fim, vale a pena mencionar a facilidade operacional de usar o Barter. O maior risco, que o agricultor deve observar, é a dimensão dos contratos/operações de troca que fará; uma vez que não alcance produção suficiente para cumprir com os contratos, ele pode sofrer multa e ter novos custos com a mesma.

É claro que existem estruturas extremamente complexas para esse tipo de operação, mas em geral se faz o simples: as empresas fornecedoras de insumos trabalham em parceria com tradings e outras consumidoras de grãos (indústrias processadores de alimentos), que são os interessados finais na troca. Com isso, as três partes interessadas se resumem a:

  • Produtor: tem (ou terá) produto para entregar na troca por insumos;
  • Fornecedor de Insumo: quer vender sementes, fertilizantes ou defensivos;
  • Trading ou consumidor de grão: tem interesse em originar grão para consumo ou venda.

Neste ponto, identificamos que a organização da cadeia é realmente importante e quanto mais próxima trabalham, maior é o benefício geral da cadeia. As empresas fornecedoras de insumos não tem interesse (em geral) em ganhar no valor do grão e, na maioria das vezes repassam o mesmo direto para as tradings e indústria consumidora. Com isso, temos uma configuração que podemos chamar de “ganha-ganha”, pois todos os participantes tem seu objetivo sendo cumprido.

Percebe-se, portanto, que o Barter não só é uma forte alternativa para o financiamento da safra, mas também, uma forma do agricultor gerenciar melhor a sua lavoura, protegendo custos e alavancando resultados. Consulte nossa Equipe de Consultores para avaliar um possível negócio – Conte com a Líder Agronegócios.

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